Em entrevista ao Good Morning America, Paris Jackson falou sobre sua relação com a música, o processo de transformar experiências pessoais em canções e a forma como a arte a ajudou em momentos difíceis. Prince também participou da conversa e destacou o orgulho que sente da irmã, lembrando da primeira vez em que ouviu “Geronimo” e da emoção presente na música. Paris ainda falou sobre o apoio que sempre recebeu do pai, Michael Jackson, e sobre o que sente ao perceber que suas canções conseguem criar uma conexão real com quem as escuta.
▶️ Parte 1
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Paris: Foi só nos últimos dois anos que comecei a me chamar de musicista e a aceitar essa sensação de que, sabe, acho que nasci para fazer isso.
[Narração]
Comecei a escrever músicas para mim mesma, só como uma forma de colocar as coisas para fora, de me aliviar. Não sei... simplesmente é bom poder compartilhar isso. É uma sensação que não parece exatamente borboletas no estômago, mas borboletas no coração. É muito legal. (...)
[Narração]
Prince: Pela forma como fomos criados, e por eu ser o mais velho, sinto que deveria ser aquele que protege o grupo.
E: Você se mostra muito vulnerável, não é? Isso deve ser difícil para você como pessoa.
Paris: Sim. Costumam dizer que eu deixo muito claro o que estou sentindo, então as pessoas geralmente percebem quando alguma coisa não está bem.
[Narração]
E: O que você pode nos contar sobre a jovem que escreveu “Geronimo”?
Paris: Crianças podem ser cruéis. Você está passando por mudanças no corpo, suas emoções estão por toda parte, é tudo muito intenso. Muitas pessoas nessa idade também enfrentam depressão e problemas sérios de saúde mental.
E: Ao falar sobre os momentos mais difíceis da sua vida, você já comentou sobre depressão e automutilação. O que você acha que estava na origem daquela dor?
Paris: Acho que uma parte — uma boa parte — era simplesmente ter aquela idade e passar por todas as dificuldades de ser uma garota de 15 anos. E também havia o trauma. O trauma pode estar na origem de formas pouco saudáveis que uma pessoa encontra para lidar com aquilo que sente.
Prince: Lembro da primeira vez que minha irmã tocou “Geronimo” para mim. Eu conseguia ouvir e sentir toda a emoção, a dor e tudo o que ela tinha colocado naquela música. E lembro de pensar que era uma música com a qual outras pessoas poderiam se identificar, mas também uma música que outras pessoas precisavam ouvir.
E: Como é ouvir seu irmão dizer coisas assim?
Paris: É incrível... não quero ficar toda emocionada, mas ele é tudo para mim.
E: Logo no começo da sua série documental, vemos uma cena em que você diz ao seu pai que queria fazer algo parecido com o que ele fazia. O que ele costumava dizer para você sobre ser artista?
Paris: Não importava qual fosse o nosso interesse. Eu podia dizer que queria ser... sei lá, astronauta, e ele respondia: “Faça isso. Vá em frente.” Sabe? “Aprenda o máximo que puder sobre o assunto e depois vá atrás.” Ele era assim em todos os aspectos da vida.
E: Por que você se sente mais forte hoje? O que mais ajudou você a levantar e enfrentar o dia de uma maneira que talvez não conseguisse alguns anos atrás?
Paris: Acho que perspectiva é a principal coisa. Mas, sabe, dizem que novos níveis trazem novos desafios. Você fica mais forte e a vida também pode ficar um pouco mais difícil.
E: Quando você está no palco, cantando uma das suas músicas, e percebe nos olhos de alguém que conseguiu criar uma conexão com aquela pessoa, o que você sente?
Paris: Às vezes tenho que desviar o olhar porque fico emocionada. É uma sensação muito boa.
E: E ela diz que sua maior esperança é que as pessoas encontrem força em suas músicas da mesma forma que a música de outros artistas a ajudou em momentos difíceis.
▶️ Parte 2
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[Trecho do clipe]
Prince: Se você conhece a minha irmã de verdade e vê ela tocando versus quando vê ela só conversando... acho que a essência dela mesmo aparece de fato quando ela tá tocando. É por isso que acho que ela fala que nasceu pra fazer isso. Ela descobre o melhor de si e consegue transmitir toda essa energia através da música.
[Trecho do clipe]
Paris: Tem uma pegada pop no projeto The Soundflowers. Algumas músicas... tem um toque pop ali, um pouco de influência do blues, mas no fundo é bem folk mesmo, acabou rolando meio que naturalmente. Quando a gente tava criando as músicas, simplesmente soou certo...
[Trecho do clipe]
Paris: Sobre o clipe, acho que ele acaba mostrando as várias facetas do amor. E, sabe, amar é sempre lindo... seja um amor não correspondido, seja mútuo, dure o tempo que durar, né... Conseguir amar e se sentir amada é um presente, uma bênção. Mas também tem seu lado difícil... Acho que a ideia foi dar uma fugida daquele clichê de Hollywood de relacionamento perfeito.
[Trecho do clipe]
Prince: Fiquei muito feliz quando ela disse que queria gravar um clipe, e ainda mais quando falou que queria fazer pra "Your Look"... Sinto que é um olhar bem cru e sem filtro do que é o amor. Na maioria das vezes, principalmente em filme e no entretenimento em geral, mostram só um lado da moeda, como se tudo fosse puro glamour e brilho. Mas tem muitos momentos... não quero dizer sombrios, mas lugares bem difíceis onde o amor pode te levar. A gente queria capturar toda essa sensação e essa bagagem do que é amar.
[Trecho do clipe]
Paris: É bom demais ter o seu "fechamento" no set com você e trabalhar junto, até porque ele é talentoso demais e eu sabia que ele era o cara certo pra fazer a coisa acontecer do jeito certo... Mas também tinha aqueles momentos em que eu pensava: "Beleza, agora vou tirar o meu chapéu de trabalho e voltar a ser a irmã caçula chata".
Prince: Só quando ouvi "Geronimo" é que caiu a ficha de que aquele era o som dela, a vibe dela. E acho que foi por isso que demorou um pouco... não pra encontrar, mas pra lapidar de verdade e mostrar que ela não é igual aos ídolos dela, e sim que brilha com a sua própria luz.
[Trecho do clipe]
